sábado, 20 de agosto de 2016

ABC, CAP 2


Chanyeol na minha cozinha e Pegos no flagra.

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Mesmo não sendo ricos meus pais apesar de serem separados se esforçavam ao máximo para dar o melhor para mim e meu irmão.

Por isso eu acordava as 6h da manhã para ir pro colégio particular. Gente fresca e nojenta  tão cedo era difícil, porém eu engolia.

Eu nunca pedi por isso, mas até que não era tão ruim, aposto que se estivesse numa escola pública eu sofreria mais bullying e assédio do que já sofro.

Desde pequeno eu sempre fui meio afeminado -  lê se aviadado - e sei que tive sorte de minha família não achar errado eu ser como sou.

A não ser pelas tias que até hoje perguntam das minhas "namoradinhas", essas estavam inteiramente ignorando a minha preferência por rola.

Mas na escola não fui tão bem aceito assim, na escolinha eu chorava por qualquer coisa, principalmente quando as meninas não deixavam eu brincar com as bonecas lindas e peitudas delas.

 Ah, mas eu me vingava, na hora da soneca enquanto todos os amiguinhos dormiam eu deixava as malditas bonecas carecas! Recalque? Claro!

No colégio eu deixei de ser um pouco fresco, até mesmo entrei para o time de futebol, atuando no campo como goleiro, afinal não era segredo pra ninguém que eu adorava agarrar umas bolas.

No entanto não durei muito tempo pois todas as minhas lindas unhas começaram a quebrar.

O mais engraçado era que os mesmos meninos que me chamavam de “bixinha”, “viadinho” e “mariquinha” antigamente são os mesmos que, quando eu passo soltam comentários do tipo:

“Oh, delícia”

“Deixa meu carro estacionar nessa garagem”

“Gato come meu bombom que eu como seu bumbum”.

Meninos do ensino médio geralmente são tão toscos!

Mas…

Confesso que até dei uns beijinhos em alguns, afinal, ninguém é de ferro!

Haviam se passado semanas desde que eu acompanhei minha mãe à feira e em todo esse tempo ela tentou me fazer ir com ela novamente porém, eu sempre inventava uma desculpa esfarrapada, sou cara de pau mesmo!

Era óbvio que ela queria me jogar nos braços fortes do feirante das bananas! E eu, Byun Lindo Baekhyun não me submeteria a tanta vergonha. O próprio Chanyeol havia dito que era hetero, não havia porque eu ficar me atiçando pra cima dele! Sou um rapaz decente! Ou ao menos tento ser.

Meu irmão voltou a acompanhá-la aos lugares e o universo voltou ao seu eixo.

No entanto é claro que ela não desistiria nunca, chegou até a começar a dizer que o Chanyeol perguntava por mim toda vez que ela ia lá! Vê se pode!



Numa sexta-feira cheguei em casa da escola e fiz o meu ritual de sempre, subi arrastando as escadas e quando entrei no meu quarto joguei a mochila em um canto qualquer e fiz o mesmo com o meu tênis e calça.

Sendo assim estava de meias, a blusa da escola e uma cueca, tudo na cor branca, parecendo até pai de Santo.

Normalmente eu deitaria e cochilaria até umas 19h que é quando minha mãe chega.

Porém estava um dia realmente quente por isso desci até a cozinha para tomar um copo d’agua.

Afinal tenho que hidratar esse corpinho lindo que Deus me deu, não é mesmo?

Segui para a cozinha em passos lendos e deslizei pelo piso do chão, até porque, quem lavava minhas meias era mamãe.

Peguei um copo e o enchi de água, estava prestes a levá-lo à boca quando ouvi a porta ser destrancada avisando que alguém chegará.

Baekbeom estava na faculdade por tanto só podia ser...

- MÃE? - berrei.

- OI! - respondeu meio ofegante.

Quando ia me virar para sair da cozinha ainda bebendo água a fim perguntar o porquê dela ter chegado cedo tomei o maior susto da minha vida.
Apolo do sol!

- Olá Baekhyun! - Chanyeol me saudou.

Meu queixo caiu.

Chanyeol?

- Chanyeol? - perguntei meio perplexo.

O que, pelo amor de Deus, esse menino está fazendo aqui? 

E pra variar eu estava sem calças! Que vergonha! Ao menos a blusa cobria totalmente a minha cuequinha, afinal, eu não iria gostar que ele visse o meu piu-piu, mesmo que coberto pelo fino pano.

Ou gostaria?

- Baek não seja mal educado! - minha mãe entrou na cozinha e pegou as sacolas que estavam nas mãos do maior e a colocou sob a mesa - sirva um copo de água pro rapaz!

Ele me sorriu e eu engoli em seco.

- Chanyeol, sinta-se a vontade meu anjo, vou pegar seu dinheiro e já volto - disse e se retirou subindo as escadas.

Eu ainda estava sem palavras então apenas fiz o que ela falou, com o meu corpo tremendo por conta da presença do maior, me estiquei e peguei um copo no armário.

Talvez devesse enfiar minha cara em baixo da torneira da pia para me estabilizar.

Me virei para ele e pude perceber que ele me fitava de cima a baixo.  Mesmo envergonhado pigarrei chamando sua atenção.

- V-vai querer gelada o-ou natural? - questionei gaguejando, o suor escorria pelo meu rosto.

Nunca tinha ficado desse jeito por conta de um cara.

Ele sorriu daquele jeito no mínimo sexy pra caralho e se desencostou do batente da porta e foi chegando mais perto.

Engoli em seco quando ele passou os olhos descaradamente pelas minhas coxas descobertas e mordeu os lábios, tal ato me fez meio que inconscientemente juntar as pernas e puxar a blusa pra baixo numa tentativa falha de me cobrir mais.

Uma mocinha virgem sentiria inveja do meu constrangimento, em matéria de corar até a morte eu dou aula.

Ele não estava muito longe, talvez um cinco passos de distância e ainda sim, pude sentir seu perfume barato que, por alguma razão me agradava muito.

- Gelada - respondeu por fim e eu suspirei de alívio, aquele silêncio constrangedor estava me deixando nervoso.

Valha-me Deus!

Rumei até a geladeira e abri a buscando com meus olhos a jarra de água e a encontrei numa das prateleiras de baixo que ficavam na porta.

Inocentemente me inclinei para pegar a jarra quando ouvi um assobio, e rapidamente virei meu rosto com um semblante confuso e ainda inclinado.

- Que popozã0 hein Baek, tudo isso é resultado de fritura? - o outro disse descaradamente.

Rapidamente me levantei e fechei com força a porta da geladeira me esquecendo completamente da água.

Ah não!

Bati o copo em cima da mesa e me aproximei dele em passos firmes com o sangue fervendo.

- Escuta aqui - rosnei cutucando o seu peito com o indicador - você me respeite viu seu moleque! Nem pense em me desrespeitar na minha própria casa!

Quem esse feirante pensa que é pra falar assim de mim? E desde quando o que eu como ou não é da conta dele? Quem não consegue passar pelas calças jeans sou eu, não ele!

Quer me irritar? Fala que eu tô gordo! Mas fala e corre porque se eu alcançar eu mato!

Rapidamente o seu sorriso debochado se desmanchou e ele engoliu em seco.

- Ei, pequeno, relaxe! - levantou as mãos em sinal de rendição - você sabe que eu adoro brincar!

Bufei e passei a mão pelos cabelos. Essas brincadeiras eram o que me tirava do sério.

Contei mentalmente até 10 e abri os olhos.

Suspirei e disse:

- Uma dica feirante - disse na ponta dos pés levando o indicador até seu rosto e o colocando sobre o nariz e entre os olhos - não brinque com meu cardápio alimentício… - ele arregalou os grandes olhos e antes de abrir a boca completei -... Nem com as minhas gordurinhas charmosas!

Ele assentiu calado então voltei a pegar o copo e peguei a jarra da geladeira e o enchi de água.

- Toma - disse ríspido e estendi o copo.

Eu sou um cara legal e de boa, mas não me tira do sério que eu sei ser bem chato.

Parei de frente a ele e o esperei beber, percebi como o seu pomo-de-Adão se movimentava a cada gole.

O que mais me irritava era que o idiota é muito bonito, levei meus olhos até seus braços fortes e suspirei, agora quem estava com calor era eu.

Quando vi que ele terminou questionei:

- Quer mais?

Ele assentiu rapidamente como uma criança e não consegui evitar sorrir, apesar de um inconveniente ele era bobo um jeito fofinho.

Depois de mais dois copos ele se deu por satisfeito.

- Que sede hein - eu disse divertido.

A essa altura nós dois nos apoiavamos# na mesa.

Meu momento de irritação passou como uma nuvem passageira.

Ele sorriu e passou a mão enorme pela testa limpando o suor.

- Trabalhei muito hoje.

Ergui uma sobrancelha.

- Pensei que só trabalhasse na feira - falei.

- Não, não - sacudiu a cabeça - acha mesmo que dá pra viver com o que ganho na feira? - questionou.

Dei de ombros.

- Eu faço muitos bicos - respondeu simplista - levo encomendas, sacolas, lavo carros, levo cachorros pra passear - bocejou - tudo que me renda um trocado a mais.

- Hmm - falei - deve ser por isso que está tão em forma - brinquei.

Ele riu com aquela risada escandalosa e jogou a cabeça pra trás, depois de alguns insultos e trocas de farpas as coisas entre nós pareciam sempre ficar ameneas, até que nos davamos bem.

Eu nem mesmo ligava para o fato de estar sem calças, qual o problema? Éramos dois homens! Tudo bem que eu sou gay, porém ele era hetero, nada demais.

- Aí, aí - riu - é, pode ser, gosto de trabalhar, ficar parado me deixa inquieto.

Eu revirei os olhos em deboche.

- Já eu odeio trabalhar - joguei o cabelo pra trás - mamãe faz quase tudo pra mim, sendo assim minha única obrigação é ir pra escola, sair com meus amigos e ser lindo.

Ele ergueu as sobrancelhas.

- Talvez eu devesse te levar pra trabalhar um dia comigo na feira, - dessa vez quem gargalhou fui eu - tá achando graça é?

Me desencontei da mesa e parei em sua frente.

- Mas é claro meu querido, olhe bem - ergui minhas mãos delicadas sobre seu rosto - essas mãozinhas não foram feitas para trabalhar e sim para acariciar.

Ele revirou os olhos.

- Só se for pra acariciar o seu pintinho! - disse com sarcasmo e gargalhou.

E eu o segui rindo junto.

- Também! - falei.

E rimos mais ainda.

Depois de nos recompormos um silêncio confortável se estalou e passei a fitar as folhas das árvores se mexendo pela janela até ele se pronunciar.

- Mas até que… - começou e me encarou de cima abaixo novamente e mordendo o lábio me fazendo soltar um riso nasal, ele tinha umas brincadeiras tão bestas - pra um menino sedentário de 16 anos você está bem em forma.

Minhas bochechas queimaram novamente mas mesmo assim sorri.

Ele deve estar brincando novamente - pensei.

- Hmm - fiz uma cara maliciosa entrando na brincadeira - acha mesmo?

Cheguei mais perto colando nossos corpos e levei minhas mãos até seu peito e minha boca até seu ouvido sentindo sua respiração quente no meu pescoço.

Tinha que admitir, adorava provocar, mesmo de brincadeira.

- Talvez você devesse experimentar - sorri e mordi seu lóbulo- só pra saber do que esse corpinho gostoso é capaz.

O vi arrepiar e tentei me afastar quando suas mãos seguraram a minha cintura.

Ergui a cabeça e encontrei um sorriso maldoso em seus lábios.

Meu corpo esquentou e eu arfei, tentei me afastar novamente porém o aperto em minha cintura se tornou mais forte.

- É… - ele falou com aquela voz grossa simplesmente tesuda - talvez eu deva mesmo te provar Baek - o vi lamber o lábio inferior - será que essa sua boquinha é tão gostosa quanto aparenta ser?

Como Chanyeol consegue me deixar tontinho desse jeito? Pena que ele é hetero, e provavelmente está só brincando.

É, isso mesmo, só uma brincadeira.

Pigarrei e me afastei.

A essa altura do campeonato o meu Baekzinho já estava começando a ficar bem animadinho, e a única coisa que pude fazer foi torcer pra que o moreno não percebesse, se percebeu não comentou, ainda bem que a blusa do uniforme era grande e larga o bastante para que eu não fosse descoberto tão fácil.

Imagina que vergonha! Pego com o pintinho duro com apenas um abraço. Puff, no final de semana eu sairia com Luhan para uma balada qualquer, essa súbita excitação por algo tão insignificante só poderia ser por estar na seca.

Esse contato todo inesperado me deixou com mais calor, em pensar que eu que comecei com a brincadeira. E o mais injusto era que eu devo ter sido o único a sair afetado, afinal como ele mesmo disse, Chanyeol é heterossexual e brincalhão.

Enchi o copo de água gelada e bebi, deixei sobre a mesa e ele fez o mesmo com copo o encheu e bebeu , me fazendo franzir o cenho, aquilo foi um beijo indireto. Ou seja Chan estava com minha saliva na boca, só que não do jeito que eu gostaria.

- Sabe Baek - começou cruzando os braços no peito - mesmo você sendo um baixinho arretado, sua companhia não é tão ruim.

Revirei os olhos e dei um soco de leve no seu abdômen - que percebi ser bem definido - e também cruzei os braços.

- É, acho que posso dizer o mesmo Chan.

Ele me estendeu a mão.

- Amigos? - questionou me encarando fazendo beicinho.

Não consegui segurar um sorriso e apertei sua mão.

-Amigos - confirmei.

É, até que não seria tão ruim assim ter um amigo hetero pra variar, porque né, convenhamos que Luhan, Kyungsoo, Xiumin e Jongdae - estes dois últimos considerava apenas colegas - não são os caras mais másculos do mundo.

- Baek? - me chamou.

- Hã?

- Por que você está sem calças? - questionou encarando minhas pernas.

Revirei os olhos e o empurrei de leve constrangido.

- Para de ficar olhando pras# minhas pernas - o repreendi.

- Ok, ok - levantou as mãos em sinal de rendição - mas é difícil, sabe.

O encarei e ergui as sobrancelhas.

- Pra um hetero você é bem suspeito hein - abri um sorriso malicioso - será que você nunca enfiou uma das bananas que você vendo no rabo?

Ele arregalou os olhos e gargalhou escandalosamente.

- Por que faria isso? - questionou em meios aos risos.

Dei de ombros e me sentei na mesa ao seu lado balançando as pernas.

- É o tipo de coisa que alguns gays fazem - respondi simplista e bocejei, a essa hora já era pra mim estar tirando o meu soninho da tarde.

De repente ele parou de rir e me encarou de olhos arregalados como se houvesse dado conta de algo.

-Você faz isso? - perguntou.

Senti meu rosto esquentar como se estivesse numa fornalha.

Engoli em seco e continuei a balançar as pernas como se não tivesse ouvido.

Eu até tentei...

 Luhan havia me dito que era quase a mesma extensão de um pau, porém não aguentei nem doís centímetros.

- Baek… - disse querendo que eu falasse.

-O-o que?

- Você já enfiou a minha banana na bunda? - questionou malicioso fazendo uma careta muito engraçada.

Não aguentei e soltei uma puta gargalhada, meus olhos lacrimejavam. Esse cara é louco.

- Aí Chan, assim você me mata! - exclamei em meio aos risos.

- Lembrei de uma coisa!

Ele me deu um forte tapa na coxa esquerda me fez pular.

- O que foi louco? - berrei.

A marca daquela mão enorme estava bem visivelmente desenhada em minha pele.

- Aquele dia eu disse que ia deixar você provar uma das minhas bananas! - disse animado.

O meu sangue ferveu!

Por causa de uma fruta ele havia me batido?

Desci da mesa e comecei a lhe desferir tapas pelo corpo.

- Seu idiota!

Argh! Aquele abestado sabia bem como me deixar irritado.

- Au Baekkie! - choramingou.

Por fim lhe dei um tapa com força nas costas.

- Você é muito mau! - continuou a choramingar e fez beicinho.

- EU? - gritei - olha o que você fez!

Levantei minha perna para que ele visse o estrago que fez na minha pele branca e delicada, ou nem tanto.

- Isso não foi nada - disse e cruzou os braços me dando as costas. Que criança teimosa!

Me sentei na mesa novamente.

- Olha isso aqui! - exclamei e ele se virou.

A marca de sua mão ainda ardia na minha pele branquinha.

- Deixa eu ver - disse e se aproximou.

Ele estava tão perto, mordi o lábio inferior.

Baekzinho se contenha!

Foi difícil, e pra piorar o maldito começou a alisar a minha coxa me fazendo arfar.

- C-chanyeol… - falei - O-o que você está fazendo?

-Fazendo a marca desaparecer oras - me respondeu simplista.

Caralho, aquela mão passando pela minha coxa, Cacete! Meu corpo todinho entrava em ebulição0!

Era demais pro meu corpinho virgem e imaculado!

Qualquer um que entrasse poderia pensar merda daquela cena se vista por um ângulo errado.

- Me desculpe pela demora Chanyeol… - mamãe disse entrando na cozinha ainda fitando o celular - é que uma amiga minha me ligou e não calou a boca e… - calou-se quando observou a cena, os três arregalamos os olhos - O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI!?

Droga.









Todos ficamos estáticos e logo chutei o moreno na barriga fazendo-o se afastar.

Mamãe ainda encarava a cena desconfiada.

- Sra. Byun eu posso explicar! - ele disse desesperado.

Porém ela apenas nos lançou um olhar malicioso.

- Não precisa querido! - se aprontou pra dizer - eu que peço desculpas, não queria estragar o momento de vocês…

- Mãe!

Essa criatura não tem jeito mesmo.

- Ok, ok bebê - levantou as mãos em rendição - relaxa! Eu sei como esse jovens de hoje em dia são.

Aposto que minhas bochechas ficaram vermelhas de vergonha, no entanto antes mesmo de eu nos defender ele foi mais rápido.

- Não é nada disso Senhora! - seu rosto também estava escarlate, bem feito, a culpa dessa situação toda era dele - eu nunca faria qualquer coisa com o Baekhyun!

Confesso que uma ponta de tristeza me atingiu. Eu não sou gostoso o suficiente para um feirante?

E pelo visto mamãe também se ofendeu por mim, nada mais justo.

- E porque não!? - indagou com os braços na cintura.

Meu olhar corria dela para ele.

O maior franziu o cento confuso, parece que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Muahaha.

- P-porque eu sou hetero! - respondeu com convicção - e também porque o respeito muito, além de que ele é muito jovem pra mim.

Jovem? Puff, ele é apenas 4 anos mais velho que eu! Talvez até já tenha pegado caras mais velhos que ele.

Mamãe suspirou e deu de ombros.

- Bom, tudo bem então, ah, e aqui está seu dinheiro - retirou algumas notas baixas da carteira e entregou a ele - e saiba que - fez uma pausa e alternou o olhar entre mim e ele sorrindo - eu não reprovaria de jeito nenhum um relacionamento entre vocês.

Piscou e saiu da cozinha.

- Fique a vontade querido! - berrou para Channie e continuou - se quiserem subir pro quarto… não pensem duas vezes.

Meu Deus.

Ela estava mesmo me jogando nos braços de um homem que mal conhece!

Ainda morrendo de vergonha fitei Chanyeol que também continuava constrangido.

- Me desculpe - falei - minha mãe é louca!

Ele apenas riu levemente e deu de ombros.

- Fico feliz que ela goste de mim - disse.

As coisas ficaram meio estranhas entre nós e um silêncio curto se estalou até que ele o quebrasse.

- Bem, - ele começou e limpou as mãos na bermuda - tenho que ir.

Mas já?

- Hmm, Ok - disse - Então… eu te levo até a porta.

E assim seguimos até a entrada e abri a porta, mesmo estando quente um ventinho geladinho me atingiu nas partes baixas me fazendo estremecer.

- Tchau Chanyeol - dei um sorriso forçado, por algum motivo não queria que ele fosse embora.

- Tchau Baek - ele disse e sorriu, levantou meu rosto e apertou minha bochechas - e me desculpe pelo tapa - meio acanhado passou a mão pelo pescoço - as vezes eu me empolgo, me desculpe sério.

Revirei os olhos e lhe deu um tapa de leve no ombro.

- Esqueça isso - sorri - mas da próxima vez que vier passando essa mão em mim te denuncio por assédio! - brinquei.

Ele arregalou os olhos risonho.

- Assédio? - questionou abismado - eu mal te toquei seu pirralho! Além de que eu não me envolvo com crianças!

O encarei e suspirei. Criança é meu...

- Pois eu digo o mesmo - ergui as sobrancelhas - e agora vá logo que eu não posso ficar só de cueca na porta da minha casa, afinal sou um rapazinho descente!

Ele riu.

- Até logo - se despediu já na calçada.

- Até - respondi e fechei a porta suspirando.

Esse feirante ainda me mata do coração, e mamãe então nem se fale.




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