-Uau Baek, duas semanas sem aparecer por aqui!-exclamou o guarda enquanto abria a cela para os dois rapazes - foi o seu recorde do ano, contudo pra compensar dessa vez trouxe um acompanhante!
Mal havia passado de 00h e Chanyeol havia começado da pior maneira possível o dia do seu aniversário de namoro, estaria preso durante uma noite toda na mesma cela que o primo encrenqueiro do seu amado Kyungsoo. Byun Baekhyun.
- Saudades da minha magnífica companhia Susu, não lhe culpo aposto que é difícil ter uma beleza como a minha pra observar enquanto come rosquinhas e corta as unhas dos pés - respondeu debochadamente o baixinho.
Quando Suho abriu a porta da pequena sala que chamam de cela Chanyeol engoliu em seco, nunca havia imaginado que um dia entraria numa cela de cadeia, quando sua mãe soubesse lhe daria uma surra de toalha molhada, pode parecer meio ridículo um cara de 22 anos apanhando da mamãe mas essa era infelizmente a realidade da vida do caçula dos Park. A coisa mais próxima de uma rebeldia que já fizera na vida foi pintar os cabelos!
Já o causador de tudo isso encontrava-se relaxado e adentrou rebolando aquela bunda grudada na calça jeans púrpura, para o baixinho era como entrar em casa, havia passado tantas noites na pequena cela que já sabia até diferenciar os ratos.
- Tenho mesmo que entrar? -perguntou o Park com pesar.
- Claro, do contrário não teria trazido você junto, né grandão? -respondeu impacientemente Suho.
O rapaz alto de cabelos vermelhos entrou contragosto e suspirou enquanto observava pela pequena janelinha com barras de ferro o guarda trancar a porta por fora e guardar a chave no bolso para logo em seguida sumir do corredor retornando ao seu posto.
Frustrado passou a não pelos cabelos. Quando o seu doce namorado soubesse iria passar mal, o coitadinho era tão sensível e delicado, certamente não aguentaria descobrir aonde Chanyeol estava passando a noite. Tudo isso porque havia esquecido umas malditas velas!
- Olha dumbo asiático, não é por nada mas esse globo terrestre que você chama de cabeça tá' tapando a pouca iluminação da cela.
Só de ouvir aquela voz sarcástica e vulgar...
Chanyeol nunca havia agredido alguém, nunca sequer havia desejado o mal a ninguém, isso é claro até conhecer aquele /ser/ desprezível com cara de anjo e âmago do demônio. Virou-se lentamente contando até dez, quando teve certeza de que não esganaria o outro ali mesmo abriu seus grandes olhos.
Deparou-se com o Byun sentado na única cama/banco de cimento quase deitado, um de seus pés tocando o chão e o outro no banco, com a perna dobrada uma das mãos pousada na coxa grossa e a outra em seu alvo pescoço, no seu rosto o olhar divertido e o descarado ainda mordia os lábios. Um verdadeiro baderneiro, vulgar, sexy e irresponsável. Sim sexy, apesar da falta de simpatia com o parente do seu namorado, o Park mesmo não querendo tinha que admitir, o safado era muito atraente.
- Escuta aqui Baekhyun -começou Chanyeol tentando conter a raiva em sua voz - se eu fosse você não abria essa maldita boquinha para nada, Ok?
Contrariando o orelhudo Baek encarou-o diretamente e abriu a boca em um perfeito "O" .
O mais alto bufou e dirigiu-se ao banco gelado sentando-se o mais longe possível do pivô de sua dor de cabeça. Como o Byun sendo 6 meses mais velho que si, agia como se fosse 6 anos mais novo?
- Relaxa Chan - disse o baixinho a cada palavra aproximando-se mais do outro - que estresse todo é esse? Meu priminho Kyungchatoo não tá' dando conta do recado é?
A implicância de Baekhyun com o seu doce namorado não era nova, a família dizia que não os santos não bateram desde que um viu o outro, mas afinal eram totalmente opostos, era de esperar que algo assim acontecesse não?
A voz maliciosa do menor deixava bem claro do que ele se referia mas mesmo assim o maior fez a burrada de lhe perguntar:
- Do que você está falando?
Baek revirou os olhos, o que tinha de gostoso o orelhudo tinha de tapado. O moreno iria irritar mais um pouquinho o ruivo, só pra ver até onde essa paciência toda chegava, em matéria de provocação ele dava aula.
- Sexo - sussurrou a palavra no ouvido do maior.
Assustado com o atrevimento do baixinho Chanyeol caiu do banco com os olhos arregalados, mal havia percebido que já estava na beirada, enquanto o outro se aproximava afastava no mesmo ritmo, no entanto ao ouvir tal palavra sair daquela boca vermelhinha e ainda mais tão perto de seu ouvido só percebeu que se deslocará demais quando sentiu sua bunda de encontro ao chão gelado.
Vendo o susto e a cara de idiota do outro o moreno gargalhou, o bobão não devia estar acostumado nem a ouvir a palavra sexo, já que o primo era do tipo certinho e careta, o baixinho apostava que os dois nunca haviam ousado mais que a posição "papai e mamãe".
O mais alto acordando do choque levantou-se zangado batendo na calça pra tirar algum vestígio de sujeira e escorou na parede fitando com raiva o outro que sorria mordendo os lábios bem desenhados.
O baixinho era mesmo tão vulgar e hostil como Kyung lhe dissera, que tipo de depravado vem com umas conversar desse tipo pra cima do namorado do próprio primo?
- Isso não é da sua conta anão de jardim - ralhou - mas se quer tanto saber das nossas intimidades devia perguntar ao Soo já que ele é o seu primo.
O moreno riu não se abalando com o tom grosseiro do outro, na verdade estava adorando fazer o outro sempre tão paciente começar a perder a linha.
- Você e todos sabem muito bem que eu e o Kyungsonso não temos o melhor convívio do mundo.
Uma veia saltou na testa do maior, odiava quando Baekhyun vinha com esses apelidinhos pra cima do seu namorado.
- Por que será? - disse sarcástico o ruivo - não será porque você é um invejoso nojento, vulgar e arruaceiro enquanto meu namorado é doce, simpático, bonito e inteligente?
Agora Chanyeol havia enfiado o dedo na ferida e percebeu isso quando o sorrisinho de deboche abandonou o rosto do mais velho.
Baekhyun não suportava ser comparado as outras pessoas, coisa que sua família adorava fazer, principalmente compara-lo ao mosca-morta do seu primo. Kyungsoo sempre foi o queridinho da família, o centro dos elogios e presentes enquanto Baekhyun só recebia broncas e insultos. As mães dos dois meninos eram irmãs, unidas e amigas, aliás adoravam juntar-se para falar mal de Baek, até sua própria mãe dizia como orgulharia-se em vez de Baekhyun tivesse Kyungsoo como filho!
Não deixando a tristeza transparecer mais levantou-se e foi de encontro ao outro parando a centímetros dele, com as mãos na cintura e os olhos o fuzilando. Park Chanyeol havia se metido onde não devia. Se o mais novo pensava que igual o Kyungtontoo o baixinho ouvia o que não queria e ia chorar no colinho da mamãe, há há, estava muito enganado.
Existiam pessoas que não deveriam ser cutucadas na ferida, e o Byun era uma delas, mas isso logo Chan perceberia.
Da janelinha de grades colada na parede entravam feixes de luzes coloridas do letreiro da boate em que os dois foram apreendidos, elas ajudavam na iluminação nas cores azul e vermelho. Só de lembrar da apreensão Chanyeol sentia a raiva lhe subir
Acontecerá de seguinte modo:
/O Byun que estava nos fundos da boate vendia bebidas alcoólicas para menores sem identidade falsa, como de costume ele passava num mercado com uma bolsa de viagem comprava as garrafas e vendia aos pirralhos pelo dobro do preço que pagava por elas.
O esquema era bom e quase nunca era pego, ao menos não por isso, quando algum policial lhe parava a primeira coisa que faziam era pedir os documentos, quando comprovavam que o baixinho era de maior lhe questionavam sobre as diversas bebidas que carregava e o mesmo sempre dizia que eram para consumo próprio mostrava as notas fiscais, assim não haviam provas o suficiente para comprovarem nada de errado.
O moreno com pinta de punk só não contava com a presença de um certo poste com orelhas.
- Baekhyun? O que está fazendo? ESTA VENDENDO BEBIDAS ALCOÓLICAS PARA MENORES?
Chanyeol estava em casa checando se tudo estava certo para o dia seguinte onde prepararia um jantar romântico a luz de velas para o seu amado Soo, os dois iriam completar 4 anos de namoro e o Park decidiu que estava seria a ocasião perfeita para conversar com outro sobre noivado. Só havia esquecido de um detalhe para o tão jantar romântico a luz de velas. As malditas VELAS.
Como as lojas não abririam no dia seguinte saiu de casa rumo a um mercado 24h. Com as velas já na cesta foi para o caixa, o mercado estava bem movimentado para 23h50m, em alguns caixas pra esquerda reconheceu na fila uma figura pequena aparentemente punk e de pernas fartas.
Aquele era Byun Baekhyun o primo problemático de seu namorado, o baixinho não pareceu perceber sua presença como o Park havia feito com a sua.
O que será que esse cara tá fazendo aqui a essa hora? Vou descobrir pra depois relatar ao meu namorado lindo e cheiroso -pensou.
Enquanto uma senhora que tinha esquecido a senha do cartão de crédito no caixa retardando sua vez o ruivo consegui observar o Byun passando diversas garrafas de bebidas coloridas que ele sabia serem alcoólicas, era uma contidade grande até mesmo para um baderneiro, entre 10 ou 15 unidades.
Quando o moreno saiu do mercado apressou-se a segui-lo, algo lhe dizia que iria pegar o outro no flagra de seja lá o que estivesse aprontando. Acompanhou-o silenciosamente até o fundo de uma boate e escondido atrás de um carro viu o menor parado lá como se estivesse num ponto de prostituição. Arregalou os olhos.
Será que o idiota está se prostituindo? - questionou-se -Mas então qual o motivo das bebidas? - estava muito confuso - Talvez em vez de receber o pagamento pelo sexo fácil seja ele que pague com bebidas!- surpreendeu-se com a sua hipótese -Coitadinho, ele é até que é bonito, quer dizer bem bonito, pra falar a verdade ele é um puta 'dum gostoso...
Seus pensamentos se dispersaram no ar como fumaça quando viu que agora o primo de seu namorado estava rodeado de adolescentes.
E ainda se vende para crianças! - pensou.
Decidido a acabar com aquela patifaria na mesma hora aproximou-se sorrateiramente afim de pega-lo com a mão na massa, ou nesse caso na garrafa. No entanto a cena de perto pareceu ter outro sentido, viu que os menores davam boas quantias de dinheiro em troca das garrafas. Foi aí que sacou o esquema e pos a boca no trombone, por sorte ou azar um guarda fazia patrulha na calçada ao lado e ouviu precisamente que alguém estava vendendo bebidas alcoólicas para menores de idade.
Quando berrou o ato os pirralhos saíram correndo esquecendo de levar até as garrafas, de início Baekhyun não entendeu o que namorado do idiota dos seu primo estava fazendo ali, o mesmo arrancou a bolsa de seus ombros e disse que lhe levaria para a casa naquele exato momento.
Chanyeol estava prestes a agarrar o braço do moreno quando ouviu uma voz atrás de si.
- Vendendo o bebidas para crianças não é mesmo rapazes? - berrou o guarda para os dois que assustados se encontram - pro xilindró os dois AGORA.
Chanyeol até tentou se explicar mais não lhe deram ouvidos, segundo o guarda estava com as provas do crime nas mãos e na companhia do Byun, isso já era motivo suficiente para prende-lo, parecia que Baek já tinha uma ficha maior que ele mesmo na polícia.
Nesse pouco tempo encarcerado-o o moreno havia posto na cabeça que Chanyeol e seu primo pagariam por debochar tanto dele, mas seria algo feito no modo Baekhyun de ser.
- Nossa Chan, como você foi rude comigo -disse numa voz falsamente magoada e manhosa.
O maior não se abalou, ao menos tentou, era difícil com a fragrância cítrica de morangos vindo do menor que estava tão próximo.
- Só disse verdades Baek, me desculpe mas suas atitudes são as de um moleque de 14 anos.
Por dentro o Byun estava morrendo de rir , quem diria que estar preso com o namorado do primo seria tão divertido, queria só ver se o Park acharia infantil quando fizesse o que tinha em mente.
- Posso ser irresponsável, mas pelo menos sou divertido, você deve broxar toda vez que o meu priminho começa a falar de trigonometria -disse divertido ainda fitando o outro.
Chanyeol suspirou, o menor não tinha jeito mesmo, o que o Kyungsoo tinha de anjo Baekhyun tinha de demônio.
- Tudo isso é inveja do Kyung? - questionou o ruivo com os braços cruzados no peito agora também fitando a criaturinha venenosa a sua frente.
O baixinho revirou os olhos, não iria perder a concentração, precisava atuar e pra isso, segurar essas afrontas.
- Talvez - disse manhosamente, o que surpreendeu o ruivo - afinal meu primo tão chato e sem graça conseguiu um namorado tão gostoso e sexy, você fala com toda essa autoridade com ele também? Porque essa tua voz me causa arrepios no corpo /todinho/.
A expressão envergonhada e indignada do mais alto havia aumentado um pouco o humor do Byun. O mais novo que era tão acostumado a palavras complexas e educadas vindas de Kyungsoo teria que aguentar o linguajar despudorado do moreno.
E o pior era que o maldito estava tão provocativo naquela pose, com as mãos na fina cintura e o encarando com as sobrancelhas arqueadas, totalmente o contrário de seu namorado. Podia sentir o perfume forte e afrodisíaco vindo do menor que o fitava com os olhos e sorriso maliciosos.
Chanyeol relutou mas não conseguiu evitar, engoliu em seco e fitou o teto o que não passou despercebido por Baekhyun.
- Pare de dizer besteiras Baekhyun e volte a sentar, de preferência o mais longe de mim - disse o ruivo tentando soar firme, retomou a coragem e voltou a fitar o mais baixo.
Baek mordeu os lábios e passou a mão pelos cabelos parando na nuca e acariciando a área enquanto o Park assistia os movimentos sensuais do pequeno demônio.
- Só estou dizendo o que acho oras - fez um biquinho e carinha de inocente - eu sempre quis te achei bonito Chanyeol, mesmo sendo um bobão apaixonado pelo sem sal.
O Byun não estava mentindo, desde a primeira vez que viu o ruivo se imaginou nos braços longos e fortes do outro, gemendo alto e rebolando. Nem mesmo o outro ser compromissado o fez reter as fantasias.
- Bom quanto a isso nada posso fazer - disse o ruivo lembrando do namorado - como você mesmo disse, sou apaixonado pelo seu primo.
O baixinho sorriu diabolicamente, Chanyeol se mostrava tão convicto, nem parecia estar franqueando a um minuto atrás.
- É, mas eu não quero que se apaixone por mim, não preciso disso, só estou afim de uma diversão, gosto de saciar minhas vontades - ao finalizar o Byun passou as mãos pelo peito do outro, seguindo para os braços fortes cruzados onde fez questão de arranhar levemente - e você Chan é um desejo particular meu desde que eu o vi.
Enfeitiçado pela beleza e voz sensual o baixinho Chanyeol fechou os olhos e sentiu as mãos macias e delicadas do outro fazerem sua rota pelo seu corpo, relaxando descruzou os braços para a felicidade do pequeno.
O ruivo nem tanto relutar, por um minuto esqueceu até o próprio nome, esse era o veneno Baekhyun agindo em suas veias
No entanto dentro do moreno mudará, ver o mais novo daquele jeito tão entregue, aos seus encantos o encheu de um sentimentos inexplicável, nem ao menos lembrava do primo. Agora era entre ele e Chanyeol, um jogo de sedução que estranhamente o menor precisava ganhar. Ele queria ganhar. Necessitava.
Já sentia certo desconforto em seu baixo ventre, nunca havia se excitado com tão pouco, calça estava apertada e seu corpo já reagia ao ruivo a sua frente. Chanyeol era muito gostoso na visão do Byun, fazia totalmente o seu tipo físico, alto, forte e maleável.
Ainda passando as mãos pelo peito forte do ruivo aproximou-se mais, queria ver e sentir de perto cada detalhe do homem que tanto necessitava, agora as mãos estavam no abdômen ainda coberto pela camiseta. Baek deitou a cabeça no peito do outro e inalou o seu perfume. Tão viril e doce ao menos tempo.
o Byun estava tão carente de sentimentos, não queria caras para apenas lhe foderem quando sentissem vontade, queria um homem de verdade, que lhe amasse e fizesse seus gostos. Poxa! Qual era o seu problema? Era um ser humano também, desejava um amor, e naquele momento quem desejava para suprimi-lo de amor era por inconveniência o namorado do seu primo.
Ouvindo os batimentos acelerados do outro ainda, deixou suas mãos passearem pelo abdômen levemente definido, estava adorando toda a situação, quando descia a mão esquerda para baixo tateou certo volume onde queria, o ruivo suspirou e o moreno apertou o membro de Chanyeol levemente sobre a camada de tecidos, este não conteve-se e gemeu.
Puta merda. O corpo do ruivo estava em chamas, mais vermelhas que seus cabelos, aquele baixinho a sua frente estava lhe seduzindo de um jeito que ninguém nunca fez, sempre notará o quanto sensual o outro era, as roupas, o palavreado, as atitudes, tudo parecia parte do pacote "Tentação Byun" somente disponível para ruivos compromissados.
- Chan, você está tão duro - falou o moreno enquanto beijava seu peito ainda coberto pela camisa e massageava seu membro - parece tão grande, será que ele cabe todinho na minha boquinha? - sussurrou provocativo.
O mais novo arfou e levou as mãos ao encontro da cintura fina do outro apertando suas dobrinhas que o tornavam mais delicioso ainda.
Baekhyun era tão diferente do que estava acostumado, era louco inconsequente, tentador e gostoso, causava reações em Chanyeol que o maior nem sabiam que existiam dentro de si. Desse jeito tão errado Baek lhe era parecia certo. Até preso ele fez com que o ruivo fosse.
Engraçado como Kyungsoo não herdará nem metade dessa ousadia e atitude, talvez por isso o sexo entre eles era tão básico, a relação era como de amigos, que casualmente vez ou outra transavam
Um pipoco estalou na mente do ruivo.
Kyungsoo...
Ah, céus o que estava fazendo?
Trocando uma relação de anos por um momento, traindo seu namorado carinhoso e fiel por um cara que só queria diversão por ora, na onde estava com a porra da cabeça?
Bem, a cabeça não se sabia, mas as mãos apertavam fortemente as nádegas fartas e durinhas de Baekhyun que beijava seu pescoço de um modo tão bom, tão quente, murmurando sacanagens ao pé do seu ouvido e quase conseguindo abrir seu zíper.
Vamos quase lá Baek- seu lado incoerente o traindo - Ah, caralho que boca gostosa é essa? Se no meu pescoço é assim, imagina no meu pau, lambendo desse jeito tão bom...
Não. Uma parte sã de sua consciência o alertava. Precisava parar. Afastar-se imediatamente. No entanto aquele pequeno era tão charmoso e parecia tão apaixonado...
Num súbito de sanidade empurrou fortemente o Byun.
O coração acelerado doía no peito, nunca soube como era ter um enfarto, mas sentia que estava perto, caralho. Escorou o corpo na parede, sentia o suor escorrer pelo rosto, arfava e suas mãos tremiam. O que era isso que estava sentindo? Que desejo louco era esse pelo Baekhyun?
O corpo do baixinho se encontrava no mesmo estado porém no chão. Havia caído de bunda quando sem aviso Chanyeol o empurrará. A confusão e o desejo nublavam tudo de sua mente, cambaleando levantou-se e rumou novamente ao ruivo ficando na ponta dos pés prensando com força seus corpos e pressionando suas erecões necessitadas, agarrou o outro pelos cabelos com violência levou sua boca ao seu ouvido.
- Porque me empurrou? - disse mordiscando o lóbulo sem dó - não aguenta comigo é? -debochou passando a beijar e morder o queixo - quem dita as regras sou eu gostoso, então para de graça, quero me foda todo, agora.
- Não Baekhyun... - sua boca dizia não mas suas mãos puxando a nuca do outro em direção aos seus lábios diziam outra coisa. - tem noção do que eu estou sentindo? Estou me segurando ao máximo! Mas você é tão...
Não perdendo tempo Baek impulso seu corpo pra cima e rodeou suas pernas na cintura do maior fixando os membros ainda cobertos e doloridos, o que lhe faltava de altura compensava em atitude.
Chanyeol não contestou, naquela posição as luzes da boate pegavam parte do rosto do mais velho, tão lindo e perigoso, mordia os lábios e lhe sorria provocativo, a personificação da luxúria em pessoa. O moreno sem dar tempo para o outro raciocinar juntou seus lábios num Beijo lascivo e apaixonado.
Será que aquele fogo vermelho como os cabelos de Chanyeol e os lábios de Baekhyun no peito deles significava alguma coisa? Desejo? Mas só isso? Tesão era capaz de fazer as pessoas esquecerem quem eram e onde estavam? E aquela pequena angústia dentro dos dois de que talvez aquele momento não durasse para sempre?
Que angústia é essa? - questionava-se o ruivo - Céus, será possível desejo virar paixão assim? - e mais - Pena que ele é apenas isso, uma paixão de uma noite, tão venenoso e gostoso, tem gosto de fel, é óbvio que não vamos ficar juntos quando sairmos daqui - os pensamentos estavam em segundo plano pois o rapaz rebolando em seu colo lhe tirava o pouco de sensatez que restava - Ainda sim, porque não? Um sentimento assim não pode surgir do além. Mas pode ir como veio, em segundos...
Estou tão assustado e excitado, que necessidade é essa? -questionou o menor enquanto sua língua era chupada pelo ruivo - E ao mesmo tempo um medo, mas medo do que? Nunca tive medo de nada, a não ser de..- Chanyeol desabotoou sua calça púrpura para seu alívio - Me apaixonar.
Oh merda.
O choque da compreensão o fez desgrudar sua boca da do outro, por um momento travaram uma batalha visual, um procurando respostas nas íris do outro, no entanto o prazer que nublava os sentidos ocultava em sua névoa de luxúria as repostas.
- M-me solta - arfou o Byun. Até mesmo o moreno sabia seus limites, paixão não era uma opção para ele, estava longe de seus planos e isso o assustava.
Chanyeol o fez. Aquela chamava, as sensações em seus corpos e corações...
Baek cambaleou para o canto escuro da cela e sentou no chão, respirou fundo diversas vezes, detestava se ver perdido dentro de sigo mesmo como fazia naquele momento.
Sem vontade para forçar seu psicológico o ruivo escorregou de encontro o chão também. Levou as mãos ao rosto e por um momento ouviu só as batidas do seu coração.
O silêncio e a tensão tomaram conta do ar, as luzes da boate iluminavam Chanyeol enquanto do lado escuro estava o pequeno Byun. Ofegantes e confusos, tantos pensamentos e o que mais queriam era um ao outro.
Baek mordia os lábios, sua cabeça lhe dizia para parar enquanto era tempo, estava mexendo com uma área que não conhecia, a paixão. Pena que sempre agia com o coração.
- Me dê um motivo para não grudar em você e lhe proporcionar o melhor sexo da sua vida - disse em um tom sôfrego e divertido.
O ruivo riu sem humor, aquela criaturinha era impossível, engolindo em seco um nome escapou de seus lábios.
- Kyungsoo.
Ouviu o baixinho rosnar.
Aquele era o último nome na face da terra que o moreno gostaria de escutar, se até mesmo estava passando por cima de seus princípios não seria a menção daquele cara de coruja que o deteria.
-Esqueça aquele idiota, já viu que possivelmente sou melhor que ele na cama - retrucou com um sorriso cínico.
- Pode até ser, mas não é só na cama que vive um casal - o ruivo respondeu sério e continuou - acha que vale a pena eu trocar anos ao lado do Kyung por uma noite com você nessa cela nojenta?
As lágrimas desceram pelas bochechas do mais velho. Sabia que todos o viam apenas como o garoto encrenca, o que bebia e fumava, pensavam que era tipo que transava com qualquer um, que ele nunca iria amadurecer e que não queria sair dessa vida. E afinal estavam certos. Mas ainda sim doeu ouvir do outro, que ele não valia a pena arriscar.
Sentiu-se tão humilhado e envergonhado, tentando transar com o namorado de seu primo numa cela de cadeia como uma puta, francamente onde havia chegado?
Nunca havia sentido tanta inveja do primo, aquele bastardo havia conseguido um namorado maravilhoso, Chanyeol era tudo o que o menor queria, só havia um problema, Kyungsoo tinha o conhecido e fisgado primeiro. Maldito.
- Na verdade, acho que sim, valo tanto ou até mais que aquele sonso.
As palavras deixaram sua boca sem sua permissão, limpou as lágrimas e ajeitou o cabelo. Algo dentro dele havia cedido, como se uma represa houvesse rompido e sua água da coragem e paixão o banhasse por inteiro.
Engatinhou fitando o ruivo diretamente nos olhos, quanto mais perto chegava do mesmo mais coragem adquiria.
Chanyeol gemeu baixinho, sentiu uma fisgada em seu membro, aquele pequeno engatinhando em sua direção, tão sensual, era demais pra sua sanidade mental.
- Aposto que sim Baek, mas mostre esse valor para outro, eu não mereço.
Park fechou os olhos e só abriu quando sentiu um corpo colado ao seu.
- Eu sei que não merece, sou intenso de mais pra você, mas vou nos dar uma chance - sussurrou o moreno, estava entre as pernas abertas e dobradas do outro - esqueça tudo, se não sentirmos nada de especial vamos fingir que essa noite não aconteceu, certo?
Chanyeol queria relutar, mas sentia que não conseguiria encarar o namorado se continuasse com a incerteza do que sentia exatamente por Baek, era necessário para todos, não deviam ter deixado a situação chegar a aquele ponto, porém no momento não tinha escapatória, aquela magia no ar os prendia, uma ligação quente e perigosa.
-Certo...
Logo após soltar a palavra, sua boca recebeu a do outro, afoita e gelada, sentou-se direto no chão e colocou o pequeno em seu colo, dessa vez iriam até o final ou morreriam de tesão.
A madrugada tornava-se mais gelada, mas para aqueles dois o calor estava insuportável, apressado o mais novo retirou a blusa negra do outro. inspirou a pele leitosa e cheirosa e começou a distribuir beijos e mordidas no peito branco do mais velho.
Byun revirava os olhos por dentro das pálpebras e acariciava os cabelos do amante, estimulado a continuar rebolando lentamente numa tortura deliciosa. Sentir a boca de Chanyeol abocanhando seus mamilos eriçados, as grandes mãos adentrando sua calça púrpura e apertando seus glúteos era como ter uma prévia paraíso mascarado de inferno.
Os movimentos eram rápidos demais, bruscos, quentes e enlouquecedores, eram flashs de prazer e loucura, em meio a beijos e carícias as roupas iam ficando pra trás, jogadas em cantos aleatórios da cela.
Chanyeol sentou no banco gelado, a essa altura estavam os dois nus, o menor ajoelhado no chão estava fazendo um trabalho a maravilhoso em seu membro, subia e descia a língua geladinha pela base e mordia levemente a glande depois passava a massagear os testículos e voltava ao início, tudo isso o fitando bem no fundo dos olhos, o menor sabia exatamente o que fazia e por isso quando os gemidos do ruivo aumentaram largou o pedaço de carne palpitante e levantou.
- Como você quer me foder Chan? - indagou enquanto sentava no colo do mais alto e distribuía beijos pelo pescoço - quer que eu fique como? Em pé? Deitado? De quatro? Cabeça pra baixo?
O maior riu, o baixinho era tão atrevido, o que só tornava a situação mais prazerosa.
- Fique da forma que lhe for mais conveniente.
O moreno levantou de seu colo e ajoelhou-se em cima do banco fitando a janelinha que dava visão para a rua, empinou o traseiro o máximo até sentir um ventinho em sua entrada exposta e espalmou as mãos na parede.
- Que tal assim? - perguntou virando o rosto para fitar o maior com um sorriso malicioso nos lábios finos - consegue acertar o alvo?
O ruivo levantou e deu alguns passos pra trás, os dois haviam até esquecido do guarda, o negócio era não fazerem barulho, o que era trágico pois com essa visão do Baekhyun todo empinadinho e suculento, aquelas coxas fartas e lisinhas a bunda tão gostosa e redonda suas mãos coçavam para lhe deferir diversos tapas, coisa que nunca tivera vontade ou coragem com o próprio namorado.
- Ah Baek, ver você desse jeito me da vontade de te foder sem nenhuma preparação - choramingou no ouvido do baixinho.
O moreno riu e empinou mais um pouco até sentir a glande inchada do outro lhe cutucar, seu interior ansiava tanto por isso que não viu problemas.
- Ah, Chan - gemeu ao sentir os lábios do ruivo descendo por sua coluna - minha entradinha tá piscando por você, enfia esse pau enorme em mim logo.
Chanyeol não resistiu e deferiu um sonoro tapa na nádega esquerda o que só resultou gemidos de satisfação do menor.
- Você é grande provocador sabia? - rosnou mordiscando o lóbulo alheio, desceu as mãos até encontrar o ânus quente e pulsando do outro, melecou os dedos com o pré-gozo que escorria do próprio membro e os penetrou de vez no rapaz
Baekhyun mordeu os lábios para conter os gemidos, o desconforto que sentia não era nada comparado ao tesão, precisava de algo maior, queria seu corpo conectado ao do outro logo.
- Olha só quem fala -suspirou masturbando o próprio membro impaciente - mete logo esse caralho em mim ou eu meto em você.
Não foi necessário repetir, o mais alto adentrou a cavidade quente e aveludada do menor e gemeu ao sentir membro inteiro dentro do outro, ainda deixando o baixinho se acostumar levou uma das mãos a sua cintura e a outra ao membro visivelmente menor que o seu, lhe acariciando.
Uma fisgada de dor era presente no ato, talvez uma falta preparação não houvesse sido a melhor opção, porém somente por saber quem lhe penetrava dor saia de cena enquanto o prazer entrava, assim como a razão com a emoção.
- Pode... ah, se mexer Chan - gemeu, virou o rosto o máximo que pode na posição e atacou os lábios do ruivo num beijo lento e sensual.
Os movimentos logo tornaram-se frenéticos, Chanyeol apoiava um joelho no banco enquanto apoiava uma mão na parede, entrava e saia, quando sentia os movimentos rápidos demais, parava e começava uma sequência de beijos no moreno. Pescoço, ombros, costas, tudo que pudesse alcançar naquela posição não era perdoado, dava chupões e mordidas, sentia a necessidade de marcar aquele corpo, ser o domador do ser que não se deixava dominar.
Baekhyun sorria com o rosto contra a parede, todo aquele desejo e necessidade o consumiam por inteiro, seu corpo já fraquejava, quando o ruivo acertou sua próstata teve que morder o braço para não gritar.
Naquele ritmo o baixinho logo atingiu o seu limite sujando a parede, o corpo amoleceu, não durou muito a sensação de descanso pois logo depois o ruivo veio.
Não havia muito o que ser dito, apenas sentido. Existia algo especial entre eles, uma ligação forte, algo além do desejo.
Cansado Baek poderia até adormecer se não fosse pelo outro, Chan ofegante e suado ainda sim decidiu recolher a roupa de ambos. O baixinho deitado no banco de bruços estava prestes a entrar o mundo do sono quando sentiu mãos o vestindo, não relutou, como um boneco de pano apenas deixou seu corpo ser guiado.
Já vestidos Chanyeol deitou e colocou o baixinho sobre seu corpo, sem preocupações no momento se deixaram descansar.
★
Chanyeol estava num campo de morangos frescos, estava junto a alguém pequeno de cabelos pretos e sedosos, no início pensou ser Baekhyun, mas logo percebeu ser seu namorado, o mais estranho era que sentia a presença do mais velho, sentia seu cheiro e respiração, só não sabia aonde estava.
O vento balançava as plantações e trazia um aroma cítrico, fragrância essa que percebeu ser a essência Baekhyun. Mas onde ele estava?
A presença de Kyungsoo estava o incomodando, não era aquele baixinho que desejava ao seu lado, num súbito de loucura abandonou o pequeno de olhos grandes sem olhar para trás e foi pelo campo em busca do moreno certo, sentia sua presença, mas...
- ONDE ELE ESTA?
O susto fez o ruivo acordar instantaneamente, não havia mais campos de morango, apenas a cela pequena, no entanto felizmente Baek prevalecia dormindo sobre ele, pensou em levantar mas estava tão confortável e aquecido assim, com o braço dobrado em baixo da cabeça, observava o ressoar do pequeno.
Gritos emergiram do corredor o que o fez entrar em pânico, não poderia ser visto com o Byun daquele jeito.
- Levanta! - exclamou acordando o pequeno, Baek sentou-se rapidamente ainda atordoado e o encarou confuso.
- Senhor, ele já vai ser liberado e...- era a voz do guarda.
- ONDE ESTA O MEU NAMORADO?
Oh não, era o Kyungsoo. Tudo aconteceu muito rápido, o pequeno apareceu na janelinha da porta com os olhos vermelhos e quando o avistou desatou a chorar.
Byun nunca esteve tão perdido, em um momento estava nos braços longos e fortes de Chanyeol aproveitando do calor que emanava do corpo esbelto e em segundos o ridículo de seu primo apareceu na portinhola e abriu o berreiro. Realmente não havia forma melhor de começar o domingo.
Já o Park mantia-se estático. Em 4 anos de namoro nunca havia visto o namorado tão descontrolado, pra falar verdade, nunca se quer havia o visto chorar.
- CHANYEOL M-MEU AMOR - os soluços estouram na garganta - E-EU ESTIVE T-TÃO PREOCUPADO.
Ninguém soube bem como reagir a crise do menor de todos ali presentes, mas com certeza Suho e Chanyeol não queriam esganar o cara de coruja, ao menos não tanto quanto Baekhyun.
Tudo estava tão perfeito nos braços de Chanyeol, e agora seu primo ridículo e dramático aparecia assim, mal sabia ele que o cara que chamava de namorado havia fodido seu primo rebelde, Kyungsoo e a família debochavam tanto do jeito de ser de Baek, porém agora poderia acabar com aquele namoro tão querido por todos, em segundos.
Se bem que do jeito sonso e estúpido que o primo era seria bem capaz de engolir o orgulho - se é que houvesse um pingo de amor próprio naquele sem graça - e aceitar a traição, ah, mas com certeza a família iria achar um horror, imaginem só "Baekhyun aprontou de novo! Se jogou nos braços do namorado do próprio primo" , o que de certo modo era verdade, no entanto o que o satisfaria seria ouvir em seguida "Coitadinho do Kyungsoo, tão bonzinho, definitivamente não pode continuar com esse rapaz, Park Chanyeol, seria o fim da reputação da família Do ".
O Byun não tinha nada a perder, sua reputação já estava na lama mesmo, que mal faria?
- CALA A BOCA!
O súbito berro de Baek assustou a todos, até próprio primo engoliu o choro, Chanyeol de repente o encarou, só agora parecia tomar consciência da situação. Traíra o namorado em pleno aniversário de namoro, e pra piorar com o primo que odiava e era recíproco. Olhou suplicante para ele, com um olhar que deixava o mais explícito possível um "Não diga nada, eu imploro" .
Viu o moreno o encarar no entanto não teve certeza se compreendeu seu olhar, o pequeno sedutor calçou os tênis de marca, levantou pela primeira vez desde que havia acordado e ajeitou-se o máximo que podia, Kyungsoo ainda soluçava alto e o guarda não sabia se abria ou não a cela, o clima de tensão ali era não somente visível como também palpável.
O ruivo suava frio, apesar de não se arrepender da noite mais maravilhosa que tivera em sua vida, ainda assim se sentia sujo, não deveria ter feito aquilo com seu namorado, o pobre Soo sempre o ajudará nos momentos mais difíceis, um verdadeiro companheiro, enquanto Baek não sabia ao menos o dia de seu aniversário.
- Abra essa cela - sussurrou Kyung acalmando-se.
Suho passou o olhar pelo rosto de cada um ali presente, todos com expressões nada amigáveis, talvez devesse não fosse aconselhável deixar os três juntos, só pelo que conhecia do Byun já temia uma confusão.
- Acho melhor vocês se acalmarem primeiro - resmungou cuidadoso e prosseguiu - meu turno acaba daqui a 15 minutos e não quero confusão.
Os dois primos travavam uma guerra pelos olhares, o sangue de Baek fervia tanto que Chanyeol pode perceber que ele poderia entrar em erupção a qualquer momento e se pudesse não escolheria estar por perto quando acontecesse.
- Pare de ser frouxo, abra logo a porra dessa cela! Tenho assuntos pra tratar com esse verme - Baekhyun foi ríspido e cru, gentileza não era seu forte.
- Baekhyun...
Quando ouviu seu nome ser pronunciado pela boca do novo amante sorriu e o encarou, porém, o ruivo não sorria. Porque raios o idiota não sorria? Baek estava prestes a fazer com que Kyung soubesse de tudo, e quem sabe eles ficassem juntos, isso era motivo suficiente para darem um festa, de preferência a sós.
Os olhos de Kyung estavam maiores do que o normal, seu lábio inferior tremia de raiva, a anos aguentará aquela personalidade vulgar e hostil do - infelizmente - primo mas até mesmo ele possuía limites.
Com um clique a cela foi aberta.
No mesmo momento o telefone começou a tocar.
- Merda, vou atender, não saiam daqui ou eu boto cada um numa solitária por uma semana - resmungou o guarda voltando pelo corredor.
Kyungsoo respirou fundo. Seu ódio por Baekhyun o consumia de um jeito nada saudável. Quando soube pela mãe do namorado que o mesmo havia sido preso junto do primo sua vontade era ir na delegacia na mesma hora, no entanto a sua o repreendeu, afinal estava tomando remédios contra as emoções desde os 16 anos, coisa que nem ao menos o ruivo sabia. Naquele momento tentou retomar os concelhos da mãe em sua cabeça, porém não conseguia segurar, havia aturado aquele vagabundo por muitos anos.
O ruivo desconfiou que algo assim aconteceria, somente não sabia como reagir a isso também.
Como um vulto seu namorado entrou na cela e grudou nos cabelos do primo com máximo de força que cabia no pequeno corpo, mal sabia Soo que se ele não começasse a brigar Baek o faria. Assim que sentiu mãos fincarem em seu couro cabeludo os braços logo voaram pro pescoço fino do primo.
- Desgraçado, você é uma praga na minha família! - berrou Soo enquanto arrancava alguns fios negros e lisos da cabeça alheia.
- Há há! Melhor ser a praga do que ser o coitadinho - Baek cuspiu na cara do primo - você é ridículo.
Como dois porcos na lama rolaram pelo chão, desferiram agressões e ofensas um sobre o outro, ora Baek ficava por cima estapeava a cara do primo, ora Kyung fincava suas unhas em qualquer centímetro de pele que achasse.
- Você é um asqueroso - o Do arranhou os braços do outro - age como um criminoso, além de ser puta da família!
O Byun gargalhou como pode com no chão com o menor sentado sobre sua barriga.
- Pelo menos eu me divirto sendo assim - disse tentando ficar por cima e quando enfim conseguiu deferiu um soco no olho do primo - e acredite querido, tem muito homem correndo atrás dessa puta aqui, enquanto você deve agradecer aos céus pelo Chan, nunca pensei que arranjaria alguém pra comer esse seu rabo magrelo.
O Byun sentiu uma joelhada forte na barriga e rolou no chão gemendo de dor, quem diria que o seu priminho água com açúcar poderia brigar e bater além de apanhar?
Chanyeol que só assistia sem reação quando viu o namorado preparar-se para partir pra cima do moreno encolhido, acordou do transe, nessa manhã estava descobrindo mais do namorado do que em 4 anos de namoro.
- Kyungsoo, já chega... amor.
No entanto Soo nem lhe deu ouvidos arrastou até o primo virando o rosto do mesmo em sua direção e sorriu sentindo-se vitorioso.
- Deve haver mesmo vários homens atrás de você - começou baixinho, hoje seria ele que soltaria o seu veneno reprimido por todo esse tempo - vários homens: casados, cafajestes, criminosos e cafetões...
Byun rosnou de raiva, a dor lhe parecia menor enquanto o seu ódio aumentava.
- Soo, eu disse que já chega! - exclamou Chanyeol, ouvir o namorado falar aquelas coisas sobre o outro lhe incomodava, gostaria de ter interferido antes, mas sabia que o aquela rixa não era nova, havia anos de mágoa e ódio ali.
-... todos querendo usar esse seu corpo de PUTA, é isso que você é, uma diversão, não passa de um pedaço de carne, sempre se achando o maioral, arranjando confusão e olhares maliciosos por onde ia - Kyungsoo chorava e ria de raiva - enquanto eu devia ser o perfeito! Eu via como falavam de você, sempre o popular Byun Baekhyun, no colégio o cara que era convidado a para as festas...
"Sempre debochando de mim! Mas olhe só Baek, ninguém nunca vai querer colocar um anel de relacionamento no teu dedo imundo como Chanyeol fez comigo, você e todos sabem que você só serve pra foder! Você não presta! E vai morrer assim, sozinho... enquanto eu tenho o Chanye- ".
O vulcão Byun entrou em erupção. Tirando força das palavras cruéis que recebia -coisa que estava acostumado a fazer -, agarrou a cabeleira do primo e subiu em cima desse. Pensou sinceramente em bater a cabeça do outro com força no chão e acabar com aquilo ali mesmo, no entanto precisava dizer umas verdades.
- Covarde, medroso, invejoso e fraco - a cada palavra cuspia na cara do primo, o desprezo pelo mesmo era tão evidente que chegava a ser ridículo - você sempre quis ser eu! Ser corajoso e louco como eu! Mas você é um COVARDE.
- Pelo menos eu tenho alguém fiel que me ame - disse Soo cuspindo a saliva do outro que entrou na sua boca - e você? Nem mesmo sua mãe te ama, todos preferem a mim! Todos.
Baek gargalhou, iria tirar aquele argumento falho do outro e iria ser naquela hora.
- Acha mesmo é? - rosnou na cara do outro - seu namorado não parecia achar o mesmo enquanto me fodia tão gostoso essa noite.
Kyungsoo empalideceu no chão, ficou estático e o Byun aproveitou para despejar o resto do veneno.
- Chocado? Pois não deveria, afinal sou melhor que você na cama e fora dela, se não acreditar em mim - riu - aposto que a mordida na nádega direita dele não foi feita por você, seu merda.
Suho chegou na hora certa, Soo havia dado uma chave de braço no primo tão rápido que Chanyeol só teve tempo de gritar para que parasse quando o Byun adquiria uma tonalidade aroxeada.
- ME SOLTA - berrou Soo para guarda que tentava o soltar do outro - EU VOU MATAR ESSE DES-GRA-ÇA-DO.
Kyungsoo chorava e berrava, o ódio era tão grande... Sempre sentiu inveja dos caras bonitos e legais que rodeavam o primo, e quando finalmente conseguia um cara bonito, legal e que o amasse aquele filho da puta o roubava. Filho. Da. Puta.
Depois de minutos de agonia Baek se viu livre, ofegante cambaleou o mais longe possível do outro baixinho, por um instante pensou que não sairia vivo do aperto do primo, tinha certeza de que se o seu psicológico estivesse em melhores condições teria dado uma surra daquelas no menor.
- SEU GUARDINHA DE MERDA! - o outro ainda berrava em plenos pulmões.
Baek procurou um tênis que havia perdido durante a briga, engatinhou arrastando a perna esquerda, o filho da mãe havia o mordido na canela, que pirado! Achou o calçado na mão estendida do ruivo que o encarava com uma expressão indecifrável. Ao fundo Kyungsoo ainda gritava com o guarda e se debatia em seus braços, patético na visão do Byun, os ouvidos o almadiçoariam se continuasse a ouvir o showzinho histérico do outro.
Chanyeol não havia o defendido, mas também fizera o mesmo com o namorado, não sabia ao certo o que sentia em relação ao ruivo, somente estava certo de que não fora apenas mais uma noite, pelo menos não para o Byun, mas isso teria que esperar, ele mesmo era sua prioridade no momento.
Calçou o tênis e saiu da cela sem olhar pra trás, os olhos lagrimejaram por algum motivo, um motivo aparentemente alto e ruivo. Mancando abriu e recolheu suas coisas no armário, com abriu quis dizer arrombou, saiu do local com a cabeça a mil, precisava de um tempo para si mesmo, precisava se encontrar, mas antes devia se perder.
Passava pela porta da delegacia quando sentiu uma mão em seu braço.
Sabia de quem se tratava, respirou fundou e se virou.
- Me desculpe - o pedido escapou de sua boca trêmula.
O tempo estava nublado e abafado, os cabelos ruivos cereja de Chanyeol eram a chama do dia. O mais alto não sabia o que dizer, havia deixado seu namorado histérico a mercê do guarda e corrido de encontro ao cara que estava virando sua cabeça, uma loucura. A troca de olhar não durou muito, o moreno ao ouvir um berro escandaloso do primo desviou os olhos e fitou os pés.
Tudo aquilo tinha mexido demais consigo, precisava sumir por um tempo. Com a mochila, as bebidas nas costas e uns trocados no bolso, procuraria um lugar ao sol, no entanto necessitava ficar sozinho.
- Bom - começou apático - eu vou indo.
Desceu as escadas e sentiu o aperto em seu braço se desfazer por um momento, o seu mundo descoloriu tomando um melancólico preto e branco, mas logo retomou, foi puxado para o peito do maior que o agarrou pela cintura.
- Pra onde? - perguntou Chanyeol, o maior não possuía ideia do quanto a pergunta emocionou o menor, ninguém nunca o questionava quando estava indo para algum lugar.
Ali mesmo em frente a delegacia, por volta das 9h da manhã pulou no colo do maior e travaram uma batalha com os lábios.
Pessoas passavam pela rua e apontavam e comentavam, dois homens se beijando daquele jeito em plena luz do dia, que falta de ética! Mal sabiam elas que ética não existia no dicionário do Byun.
Quando o ar se fez presente encerram o ato e o baixinho desceu do colo do outro, ofegante e aéreo. Aquele ruivo sabia como o deixar maluco. Com certeza.
Se não saísse dali naquele momento provavelmente não teria mais coragem, se perderia naquela imensidão que era o ruivo orelhudo o quanto achasse necessário. Por isso caçou na mochila uma caneta e pegou a mão grande do outro.
- Se achar que eu valo a pena... - murmurou com a tampa da caneta na boca enquanto escrevia um número na palma do outro - ... me procure daqui a alguns dias, mas se não me procurar esse é o fim da nossa noite.
Toda a situação só havia servido para perceber o quanto precisava se valorizar, não correria atrás de quem não o quisesse. Mas é claro que se Chanyeol desse um sinal, o menor possível, iria correndo. Afinal esse era o seu jeito Baekhyun de ser.
Não aguardou a resposta do outro.
- Táxi! - exclamou e o veículo que passava parou, sem coragem nem ao menos olhou pra trás.
Entrou no veículo e o taxista perguntou o destino.
- No caminho eu decido - respondeu encostando a cabeça no banco.
O motorista deu partida e o moreno fechou os olhos cansado, no momento não queria ser preocupar com nada, Chanyeol que se resolvesse sozinho com o louco do seu primo, Baek sabia que Kyungsoo não suportava perder, e perder para ele então devia estar sendo o fim para o outro. Ótimo.
Mais tarde naquela noite estava sozinho em um hotel meia boca, havia passado rapidamente em casa e pego mais roupas e dinheiro. Pegou outro táxi rumo à um lugar que ia quando queria fugir. Depois de um banho de 1 hora, decidiu relaxar, afinal merecia, deitado no sofá-cama quase pegando no sono quando um som de notificação veio do seu celular, apanhou o mesmo em cima da mesa e abriu a mensagem de um número desconhecido.
Poderia me dizer quantos dias? Nessas poucas horas sem você já estou enlouquecendo, juro que se me disser onde está saiu daqui agora pra te encontrar, só me diga o lugar, não posso dormir sem ver você, meu pequeno provocador.
-Chanyeol
Baek sorriu.
Preciso de um tempo, espero que só me procure quando essa confusão toda acabar, mesmo sendo o causador dela quem precisa dar um basta no Kyungsoo é você. Além do mais preciso de um tempo sozinho. Mas saiba que desejo sonhar com você, um sonho bem quente e molhado. Quando achar que estou pronto te procuro. Meu ruivo gostoso.
-Baekhyun
O vento tentava a todo custo entrar pela janela. Baek aconchegou-se no sofá debaixo das cobertas, estava prestes a dormir. Em 24 horas havia: sido preso, transado com o namorado do primo e saído na porrada com Kyungsoo. Uau.
Um barulho de notificação o fizera revirar os olhos, mas feliz abriu a mensagem.
Posso te ligar?
-Chanyeol
O menor gargalhou e respondeu.
Claro, mas seja breve, estou muito cansado, a noite passada dormi como se estivesse na cadeia
- Baekhyun
Enquanto o vento lutava tentando adentrar a pequena sala o rapaz conversava com um certo ruivo ao telefone, descobriam mais um do outro e riam das piadas de ambos. Conversaram como se não houvesse amanhã.
Com a promessa muda de em breve se encontrarem.
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